Não existe um método único que atenda com eficiência todas as faixas etárias no ensino de idiomas

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O maior erro no ensino de idiomas nos dias de hoje é acreditar que existe um método único que pode ser aplicado para todos. Uma metodologia que foi criada para adultos, quando é adaptada para crianças e adolescentes com simples objetivo de abarcar uma fatia maior do mercado além de não  desenvolver o pleno potencial de crianças e adolescentes também desestimula.  Alunos com características diferentes devem ser ensinados de maneiras diferentes.

Adultos normalmente têm mais dificuldade e menos tempo para a aquisição de um novo idioma e, diversos cursos foram criados com o objetivo de atender essa necessidade de aproveitamento rápido, sem que houvesse uma preocupação de ensinar a língua de forma mais abrangente e completa. Esses cursos rápidos não ensinam gramática e focam essencialmente em técnicas de memorização de palavras e frases traduzindo do português para o inglês.

Apesar de atender à necessidade de adultos que não precisam da fluência completa do idioma, e se contentam em aprender superficialmente, a adaptação desses métodos para crianças e adolescentes não é ideal. Essas adaptações são especialmente desaconselháveis para o ensino de inglês para crianças.

O ensino de inglês para crianças requer utilização de técnicas específicas e adequadas a essa faixa etária. A infância é a melhor fase para aprender uma língua estrangeira e por isso, não devemos desperdiçar a possibilidade de desenvolver de forma completa habilidades naturais das crianças, utilizando uma metodologia que não compreende suas necessidades específicas.

Para aproveitar as potencialidades  dessa fase rica e produtiva onde o cérebro está bastante elástico, o professor deve falar somente inglês . Nessa fase as crianças não precisam de “muletas” que é usar o método tradução português/inglês. Elas são mais capazes do que se imagina e cabe ao professor explorar esse potencial.

Diferente do ensino para adolescentes,  para crianças não há o enfoque na gramática, mas não se engane, a gramática é importante sim, mas com crianças ela deve ser introduzida de forma diferenciada e  continuamente reforçada através de jogos, brincadeiras e atividades lúdicas. 

Crianças perdem o interesse rapidamente e não conseguem manter a motivação quando apresentadas a métodos que se utilizam de tarefas repetitivas e monótonas, mas se estimuladas da forma correta se transformam em alunos entusiasmados e ativos.

O aprendizado do vocabulário  é necessário mas a forma como ele é apresentado não pode ser descontextualizada, fazendo com que o aluno apenas decore palavras por repetição e memorização e não por interação. Brincadeiras, jogos e outras atividades que permitam à criança interagir com os colegas no idioma de forma descontraída são de extrema importância e favorece a produção espontânea das crianças.

Enfim, crianças e adolescentes não conseguem ver a necessidade do aprendizado pois pensam a curto prazo, portanto é preciso integrar a prática para que possam visualizar seu significado e propósito. Hoje em dia as possibilidades de integrar nosso aluno com o mundo são infinitas e nós professores de língua estrangeira devemos usar todos os recursos disponíveis pois o cursinho de inglês deixou de ser uma aula baseada apenas em recursos audiovisuais. É necessário preparar nosso aluno para interagir de verdade. O uso eficiente de tecnologia em sala propicia sair da rigidez das metodologias aplicadas e “pensar fora da caixa” criando e aproveitando o máximo de recursos para enriquecer nossas aulas.