A relação entre a proficiência do inglês e o crescimento do país

Você sabia que existe uma relação entre a proficiência no inglês e a inovação e crescimento de um país? Dados de pesquisa da EF (Education First) com 100 países mostra isso em um documento atualizado de 2019. Enquanto isso o Brasil vai na contramão piorando os seus índices e somente 5% do brasileiros são fluentes em inglês.
Mais de um bilhão de pessoas falam inglês como primeira ou segunda língua e centenas de milhões a mais como terceira ou quarta língua.
No mundo de hoje, o inglês demonstra uma forte efeito de rede: quanto mais pessoas o usam, mais útil ele se torna. Seja para expansão de negócios, ensino superior, pesquisa ou turismo, o inglês amplia horizontes, reduz barreiras e aumenta a troca de informações.

Os incentivos para aprender inglês nunca foram tão bons, a demanda por profissionais, proficientes em inglês supera em muito a oferta. Porém sistemas educacionais que foram criados em resposta à primeira revolução industrial ainda precisam se adaptar às demandas da quarta revolução industrial.

Além de ser vista como vantagem competitiva, análise da Education First demonstra que a proficiência é igualmente significativa pelas conexões que permite. São essas conexões que ajudam as pessoas a encontrar melhores empregos ou iniciar seus próprios negócios, portanto são intrinsecamente valiosas. Falar inglês hoje é acima de tudo conexão, ela é definidora das principais características do cidadão global: curiosidade, contato e um sentimento de responsabilidade compartilhada além das fronteiras .

A EF analisou resultados de 2,3 milhões de adultos que fizeram testes de inglês em 2018. Entre outras vale destacar algumas conclusões desse estudo:

Países com alta proficiência em inglês são mais justos e mais abertos

Existe uma relação cada vez mais clara entre a conexão de uma sociedade com o resto do mundo e o nível social e igualdade política vivenciada por seus cidadãos. Sociedades fechadas favorecem hierarquias rígidas. Sociedades abertas e conectadas são mais igualitárias e justas. O Inglês, como meio de conexão favorece medidas de igualdade e engajamento com o mundo exterior.

Inglês e inovação andam de mãos dadas

O inglês é a principal língua do colaboração internacional e seu estudo relaciona correlações entre inglês e várias medidas de investimento. Esta descoberta ressoa com recentes pesquisas que mostram que empresas com gerentes fluentes em inglês têm maior receita com inovação do que seus concorrentes. Equipes de pessoas falantes de língua inglesa são capazes de atrair mais talentos e têm acesso à ideias do mundo todo.

Além de serem mais propensos a colaborar internacionalmente dentro de suas próprias organizações.

A proficiência em inglês está melhorando mundialmente, mas não no Brasil

A proficiência em inglês mundial permaneceu estável, mas as pontuações de 11 países melhoraram significativamente, enquanto apenas quatro sofreram quedas significativas.

Existem mais países que aumentaram a proficiência mais do que nunca. A América Latina está mudando, 12 dos 18 países pesquisados na América Latina este ano melhoraram sua proficiência em inglês entre 2017 e 2018, muitos deles significativamente. Países da América latina que tiveram melhora nos seus índices investiram fortemente na formação de professores nos últimos anos. Porém no Brasil ocorreu um declínio. Veja no vídeo abaixo.

Indústrias competitivas usam inglês

Todos setores pesquisados neste ano possuem uma pontuação de proficiência em inglês agrupados em um intervalo de 10 pontos, exceto para dois: educação e governo. A proficiência nestes setores menos competitivos é muito menor. Obviamente, a prioridade dos servidores públicos é servir seus concidadãos, porém o inglês é uma habilidade essencial para diplomatas, professores, funcionários do governo e qualquer profissional que queira acessar melhores práticas globais e aprender mais, pois numa economia em constante mudança é necessário se manter atualizado.

Impulsionado por ferramentas digitais, o século 21 viu um intercâmbio de informações e idéias além fronteiras sem precedências. À medida que as habilidades globais em inglês melhoram e os custos de viagem e comunicação diminuem, essa troca só vai aumentar.

Educadores hoje simplesmente não podem se dar ao luxo de perder inovações globais por causa das barreiras linguísticas. E não são apenas eles que precisam acessar novas ideias, em todos os campos, profissionais precisam estar cientes das melhores práticas internacionais.

Este ecossistema colaborativo não pode funcionar quando não se fala a mesma língua. E geralmente reuniões e conferências globais acontecem quase que inteiramente em inglês. De professores a CEOs, quem fala inglês tem mais contato com seus pares e assim melhor acesso às melhores mentes e idéias em seus campos.