A partir de um único ponto deixe sua marca : The Dot day (Projeto internacional novo)

Fomos gentilmente convidados a participar de um novo projeto: The Dot Day! O convite feito pela professora Michele Carton de uma adorável turminha do Alaska (EUA) e nos deixou bastante animados!Nossos alunos foram convidados a deixar suas marcas numa galeria virtual, juntamente com outras classes ao redor do mundo, representando o Brasil. Eu que não tinha ideia sobre o que era o Dot day, quando li todo o material e links que nos foram enviados, fiquei encantada com a proposta e oportunidade de participar desse novo projeto com nossos alunos.

Dot day foi criado a partir do livro infantil The Dot de Peter Reynolds, uma história de doce lição para motivar crianças a desenvolver sua criatividade e auto confiança. Ao longo da história com o incentivo de uma professora de artes muito especial,uma menina que achava que não sabia desenhar, descobre seu potencial único e passa a fazer a diferença.

Em sala de aula nós professores ora ou outra nos deparamos com alunos que sentem-se frustrados pois não acreditam possuir determinada habilidade seja a de desenhar ou qualquer outra. Alguns alunos sentem-se inseguros, cobrando-se demasiadamente ou gostariam de ter a habilidade de um outro colega que consideram mais capaz e inteligente.

Um bom educador sabe que todo aluno é único e capaz. Nesses 20 anos de experiência como professora de inglês ainda não encontrei nenhum aluno que não fosse capaz de aprender, mas encontrei muitos que não acreditavam em sua capacidade de aprender. Além de ferramentar meus alunos para o aprendizado é minha missão motivar e fazer com que confiem no seu potencial pois,  acredito , vibro com cada etapa vencida e me orgulho de seus esforços e persistência.

Todos nós nos expressamos e possuímos diferentes habilidades e o conjunto dessas particularidades é essencial para uma sociedade. Cada um é único e especial à sua maneira, o importante é que seja dada a oportunidade para que cada aluno desenvolva o máximo de sua capacidade. Cabe a nós professores contribuirmos para que nossos alunos se sintam confiantes e livres para se expressarem.

Como está sendo desenvolvido esse projeto em sala de aula?

Na  semana passada nossos alunos assistiram o vídeo da história em inglês, discutimos a lição tirada do livro e então os alunos foram inspirados a contribuir para o projeto deixando sua marca. Algumas turmas receberam material para em conjunto se expressarem livremente a partir de pequenos pontos. Com outras turmas, aproveitamos a celebração do dia da pátria para juntar todos os dots (pontos) individuais, foram mais de 100 trabalhos,  montando a bandeira do Brasil. Nessa semana faremos um vídeo para enviar para a galeria e escola parceira nos EUA mostrando todos os trabalhos desenvolvidos.

Além de tudo isso, temos também agendada para a próxima semana, dia 18/09/17 , uma vídeo conferência com a turma  do Alaska para fecharmos esse projeto.

 

Como ensinar crianças de forma lúdica sobre o funcionamento do cérebro e fortalecer o controle emocional

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Entender o que acontece no cérebro pode ser o primeiro passo para que as crianças aprendam o poder de fazer escolhas. O conhecimento pode ser igualmente poderoso para pais e educadores. Fazer com que as crianças compreendam o que acontece no seu cérebro é importante, assim como  saber como funciona o cérebro abre um novo canal de comunicação e ajuda no momento que as crianças precisarem.

Às vezes, o cérebro pode ficar sobrecarregado com sentimentos de medo, tristeza ou raiva, e quando isso acontece, pode ser confuso para as crianças. É útil que as crianças consigam expressar suas experiências emocionais de forma que outras pessoas possam entender.

Como então iniciar essa conversa com a criança, de maneira divertida e simples para mantê-la envolvida?

Apresente a Casa do Cérebro: o andar de cima e o de baixo

Explique que o seu cérebro é como uma casa, com andar superior e inferior. Esta ideia vem do Dr. Dan Siegel e o livro de Tina Payne Bryson: The Whole Brain Child e é uma maneira simples de ajudar as crianças a pensar sobre o que está acontecendo dentro de sua cabeça. Conte histórias sobre os personagens que vivem no andar de cima, e os que vivem no andar de baixo. Na verdade eles são as funções do neocórtex (nosso cérebro pensante: o andar de cima), e o sistema límbico (o cérebro do sentimento: o andar de baixo).

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A casa do cérebro

Quem vive no andar de cima e quem vive no de baixo?

Normalmente, os personagens de cima são pensadores, solucionadores de problemas, planejadores, reguladores de emoção, criativos, flexíveis e tipos empáticos, que nomearemos de: Carl Calmo, Peter solucionador,   Craig Criativo e Felix flexível.

Os moradores do andar de baixo são os sensíveis. Eles estão bastante focados em nos manter seguros e fazer com que nossas necessidades sejam atendidas. Nosso instinto de sobrevivência se origina daqui. Esses personagens ficam atentos ao perigo, soam o alarme e se certificam de que estamos prontos para lutar, correr ou se esconder quando somos confrontados com uma ameaça. No andar de baixo temos personagens como Allie Alerta, Assustado Fred e Betsy mandona.

Realmente não importa como você vai chamá-los, desde que você e seu filho saibam de quem (e o que) está falando. Você pode inventar seus próprios nomes encontrando o formato ideal para partilhar as funções cerebrais.

Abrindo a tampa: Quando a parte de baixo toma conta

No filme Divertidamente o personagem “raiva” ilustra bem esse momento quando no desenho a parte de cima da sua cabeça “explode” e ele passa a controlar o cérebro, tomando decisões precipitadas e intempestivas. No filme ele faz Ridley ficar brava o tempo todo e fugir de casa sem pensar nas consequências.

Nossos cérebros funcionam melhor quando o andar de cima e o debaixo trabalham juntos. Imagine que as escadas que ligam a parte de cima e  a debaixo estão muito ocupadas com personagens levando mensagens para cima e para baixo um para o outro. Isto é o que nos ajuda a fazer boas escolhas,  amigos, conviver com outras pessoas, nos acalmar e nos livrar de situações complicadas.

Às vezes, no andar de baixo do cérebro, Alerta Allie vê algum perigo, Fred assustado entra em pânico e antes de entendermos o que está acontecendo Betsy Mandona já soou o alarme dizendo para seu corpo se preparar para o perigo. Betsy é uma companheira mandona, e ela grita: “O cérebro de baixo está assumindo agora. o time do andar de cima poderá funcionar corretamente novamente, quando estivermos fora de perigo. O cérebro do andar de baixo então explode a tampa ou chuta o balde (Flipping our lids, frase de Dan Siegel) sobre o cérebro do andar de cima. Isto significa que as escadas que normalmente permitem que o andar superior e inferior trabalhem juntos já não estão  mais conectadas.

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 Explodindo a tampa

Às vezes, explodir a tampa é a coisa mais segura a fazer.Quando todo mundo na casa do cérebro está fazendo barulho, é difícil para qualquer um ser ouvido. Betsy está tentando manter o cérebro de cima quieto para que os  do andar de baixo possam preparar nosso corpo para o perigo. Ela pode sinalizar para outras partes do nosso corpo que precisam ficar alertas (ou desligar). Ela pode fazer o coração bater mais rápido para que possamos correr muito rápido, ou preparar nossos músculos para lutar duramente. Ela também pode dizer para as partes do nosso corpo ficarem paradas para que possamos nos esconder do perigo. Betsy está fazendo isso para nos manter seguros.

Peça ao seu filho para imaginar quando essas reações seriam as mais seguras, use exemplos de coisas que não iriam realmente acontecer (para que as crianças possam imaginar de uma forma lúdica, sem ficarem assustadas com elas). Por exemplo, o que o cérebro do andar de baixo faria se você encontrasse um dinossauro no parque infantil? Ou você pode assistir o filme divertidamente com a criança e perguntar: O que acontece quando o assustado e o raiva tomam o controle do cérebro?

Pode acontecer com qualquer um

Pense em alguns exemplos para compartilhar com a criança sobre como todos nós podemos “explodir nossas tampas”em determinado momento. Escolha exemplos que não são muito estressantes, para que as crianças não se sintam muito ansiosas com a possibilidade de acontecer com elas.

Aqui está um exemplo que pode ser usado: Lembra quando mamãe não conseguia encontrar as chaves do carro e já estávamos atrasados para a escola? Lembra-se como eu ficava olhando no mesmo lugar mais de uma vez? Isso ocorreu porque o cérebro do andar de baixo tinha assumido o controle e eu e a parte de cima do meu cérebro não estávamos pensando direito.

Quando a parte de baixo entende tudo errado

Pode haver momentos em que nossas tampas são retiradas, mas realmente ainda precisamos do time  do andar de cima como o Peter solucionador, e Carl Calmo para nos ajudar.

Todos nós passamos por momentos assim, mas é bem mais frequente acontecer com as crianças. No cérebro das crianças, Betsy mandona pode se precipitar e pressionar o botão de pânico para acionar choro e birra sobre coisas muito pequenas e isso é porque a parte de cima do cérebro de seu filho ainda está sendo construída. Na verdade, ela não será concluída até os vinte anos. Para que as as crianças entendam que seus cérebros ainda estão em formação e aprendendo com a experiência, faça a seguinte pergunta à criança: Você já viu o seu pai ou sua mãe no chão do supermercado gritando que querem chocolates?

Eles muitas vezes riem e é bom porque isso significa que estão aprendendo de uma forma divertida e leve. Diga a eles que apesar dos pais gostarem de chocolate, tanto quanto as crianças, os adultos têm praticado ficar calmo com o Carl Calmo e Peter Solucionador e trabalhar em conjunto com Betsy mandona, impedindo que ela soe o alarme de perigo sem necessidade. Enfatize que é necessário que eles também pratiquem manter a calma e o controle das emoções.

Em última análise, trata-se de habilitar as crianças a aprender formas funcionais de gerir sentimentos fortes, e conversar sobre as coisas que deram errado.

Uma nova linguagem para o controle emocional

Assim que definir todos os personagens da casa do cérebro, você tem uma linguagem comum que pode usar para ajudar as crianças a administrar suas emoções. Por exemplo, você pode dizer : -Parece que Betsy mandona está se preparando para soar o alarme, que tal ver se Carl Calmo pode ajudá-la a se acalmar respirando profundamente?

A linguagem da casa cérebro também permite que as crianças conversem livremente sobre seus próprios erros, sem julgamentos de forma lúdica, como se estivessem se vendo de fora (psicólogos chamam isso de exteriorização). Imagine o quanto pode ser difícil para a criança dizer “eu bati na Jenny hoje na escola ” em vez disso ela pode exteriorizar que Betsy mandona realmente explodiu a tampa hoje. Alguns pais podem temer que estão dando às crianças um passe livre, culpando Betsy por seu mau comportamento, mas o que se trata é permitir que as crianças aprendam formas efetivas de administrar suas emoções mais fortes e conversar sobre seus sentimentos e atitudes.

Se as crianças se sentem a vontade para falar sobre seus erros com você, então você tem a oportunidade de participar do entendimento do andar de cima do cérebro delas  e resolver problemas em conjunto. Isso não significa que elas vão escapar das consequências ou fugir da responsabilidade, mas que você pode fazer perguntas como : – Você acha que existe alguma coisa que pudesse fazer para ajudar Betsy  a manter a tampa fechada?

Saber sobre a casa do cérebro também ajuda pais e educadores a lidar com situações como quando a criança é inundada pelo medo, raiva ou tristeza. Você já disse para uma criança se acalmar quando elas estão naquele momento onde explodiram sua tampa? Sabendo sobre a casa cérebro, você entende que Calmo Carl não pode fazer muito para ajudar até que a tampa esteja de volta no lugar. Seu filho pode ter ido além do ponto onde ele pode ajudar a si próprio a se acalmar. Às vezes, os pais (professores ou cuidadores) devem ajudar as crianças a colocar suas tampas de volta, e podemos fazer isso com empatia, paciência e muitas vezes nós mesmos também necessitamos de respirar profundamente!

Não espere mudar todos os personagens da casa cérebro rápido demais, essa mudança leva tempo, assim como aprender sobre cérebros. Comece a conversa e volte nela várias vezes.

Você pode encontrar outras maneiras criativas para explorar a casa do cérebro com o seu filho ou aluno, torne divertido, animado, e as crianças nem vão perceber que estão aprendendo os fundamentos da inteligência emocional.

http://www.mindful.org/how-to-teach-your-kids-about-the-brain/

Mystery Flag with Argentina

Conexão com Argentina! Participamos de um jogo chamado Mystery Flag com uma turma de Buenos Aires.O jogo consiste em duas turmas de países diferentes descobrirem através de perguntas de qual país é a outra turma. Nossa comunicação com os hermanos da Argentina foi em Inglês! Foi muito divertido e nossos alunos arrasaram, Parabéns crianças!

Nós & Eles

Existem pessoas que tem a ideia equivocada de que professores de idiomas principalmente os de língua inglesa supervalorizam outras culturas em detrimento da nossa. Outros se limitam a dizer que se “eles” não se preocupam em aprender a nossa língua por que nós deveríamos fazer o esforço de aprender a deles?

A língua inglesa é a  mais usada para a comunicação internacional , isso é uma realidade que não dá para ignorar, se alguém quer adquirir mais conhecimento e ter acesso ao mercado global precisa se comunicar em inglês. O futuro profissional dos alunos de hoje será  mais limitado para aqueles que não tem domínio da língua inglesa.

Aprender uma língua estrangeira  e ser exposto a outras culturas não faz com que deixemos de valorizar nossas raízes culturais e tudo o que nos representa. Já morei fora do país por vários anos, viajei por diversos países, conheci e tenho contato com pessoas de outras culturas e ainda assim valorizo minhas raízes brasileiras.

No trabalho que desenvolvo com meus alunos procuro sempre enfatizar a troca, isto é nós aprendemos mas também ensinamos.

Nossos projetos além de desenvolver a prática do idioma e motivar os alunos com objetivos pedagógicos bem definidos, permite que nossos alunos pensem suas próprias tradições, características e ambiente em que vivem. Eles precisam selecionar e apresentar informações ensinando sobre nosso país, cultura e tradições. Só nesse primeiro semestre nós já trocamos informações sobre os países,  receitas tradicionais, nos apresentamos, apresentamos nossa escola e também ensinamos sobre nossa festa junina para alunos de diversos países. Para desmitificar essa ideia de que nosso país só tem carnaval e futebol partilhamos uma enorme riqueza de informações sobre o nosso país, que alunos de várias partes do mundo não conseguiriam encontrar em seus materiais didáticos.

O ensino da língua inglesa tem como objetivo aproximar você de pessoas e conhecimento que dificilmente você conseguiria sem o domínio do idioma. Essa experiência abre portas e enriquece a mente sem necessariamente lhe tirar o que você já possui. É ignorância achar que aprender vai limitar você, pelo contrário, o aprendizado vai lhe proporcionar acesso a recursos ilimitados e ajudá-lo a atingir objetivos seja em seu país ou fora dele.

Conexão com Pensilvânia

Iniciamos esse ano uma nova conexão com uma turma na Pensilvânia. Já tivemos uma vídeo conferência com a turma e agora estamos trocando cartas com eles também.

Recebemos 60 cartas e já respondemos.

Além das respostas às cartas escritas pelos nossos alunos para a escola parceira americana, enviamos também:

Um livro de poemas do escritor Ediney Santana traduzidos para o inglês e informações sobre Brasília do projeto Experimente Brasília( material de divulgação do que tem em nossa cidade).

cartas para Pensilvânia

Video-Conferência com Alabama

No dia 05/05/17 nós fizemos uma vídeo conferência com uma turma de quarto ano do Alabama- USA.

Os alunos que participaram foram os alunos do Jardim II da escola parceira Colégio Vitória Régia.

Nossos alunos se apresentaram em inglês e cantaram algumas músicas para os alunos americanos.

Foi muito divertido!

Os alunos da escola estrangeira também nos presentearam com uma canção:

 

Nossos alunos se connectam com 11 turmas de diferentes países e ainda ajudam comunidades carentes

Em mais um incrível projeto internacional nossos alunos foram convidados a participar de uma plataforma online para se conectar com alunos do mundo inteiro. Até o momento já nos conectamos com 6 turmas nos EUA

(Nova York,Texas, Missouri, Pennsylvania e California) além de 1 turma em cada um desses países: Austrália,Finlândia, México, Croácia e Dinamarca.

Nessa plataforma os alunos devem responder perguntas sobre seu pais (comida, lazer, escola, história, cultura, etc) que serão acessadas pelas escolas parceiras.  Nossos alunos são novamente a única turma representando o Brasil e por isso sempre incentivo que partilhem coisas boas sobre o nosso imenso e lindo país.

À medida que eles respondem as perguntas, recebem uma pontuação que a turma pode reverter em ajuda para estudantes de comunidades carentes na África  ou refugiados de guerras. A exemplo disso uma das campanhas financia sacos de cimento para construção de escola para atender crianças de uma comunidade rural em tamale, Ghana. É importante desenvolver consciência social e levar os nossos alunos a pensar nessas comunidades, agindo para melhorar de alguma forma o nosso planeta.

Quanto mais perguntas os alunos respondem, mais conexões eles possuem com alunos de outros paises, podendo assim, ter acesso às respostas culturais de outros alunos, conhecendo e aprendendo mais sobre a vida em outros países. Até o momento nossos alunos já fizeram 10.500 pontos mas ainda não decidimos para qual campanha iremos doar esses pontos.

Nesse projeto onde os alunos se comunicam apenas em inglês, além da grande bagagem cultural e social, também permite que eles tenham bastante prática em interpretação de textos e linguagem escrita.

Para incentivar meus alunos a participar mais ativamente e acessar nossa plataforma de conexão internacional, vamos premiar ao final do semestre o aluno que obtiver a melhor pontuação. Peço aos pais que nos ajudem a incentivar os alunos a participar ativamente. Abaixo os alunos com a maior pontuação em 20/04/2017 dos alunos de turma Teens (só aparece no gráfico aqueles com a maior pontuação, quem não estiver aqui deve se esforçar mais! ):

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