A partir de um único ponto deixe sua marca : The Dot day (Projeto internacional novo)

Fomos gentilmente convidados a participar de um novo projeto: The Dot Day! O convite feito pela professora Michele Carton de uma adorável turminha do Alaska (EUA) e nos deixou bastante animados!Nossos alunos foram convidados a deixar suas marcas numa galeria virtual, juntamente com outras classes ao redor do mundo, representando o Brasil. Eu que não tinha ideia sobre o que era o Dot day, quando li todo o material e links que nos foram enviados, fiquei encantada com a proposta e oportunidade de participar desse novo projeto com nossos alunos.

Dot day foi criado a partir do livro infantil The Dot de Peter Reynolds, uma história de doce lição para motivar crianças a desenvolver sua criatividade e auto confiança. Ao longo da história com o incentivo de uma professora de artes muito especial,uma menina que achava que não sabia desenhar, descobre seu potencial único e passa a fazer a diferença.

Em sala de aula nós professores ora ou outra nos deparamos com alunos que sentem-se frustrados pois não acreditam possuir determinada habilidade seja a de desenhar ou qualquer outra. Alguns alunos sentem-se inseguros, cobrando-se demasiadamente ou gostariam de ter a habilidade de um outro colega que consideram mais capaz e inteligente.

Um bom educador sabe que todo aluno é único e capaz. Nesses 20 anos de experiência como professora de inglês ainda não encontrei nenhum aluno que não fosse capaz de aprender, mas encontrei muitos que não acreditavam em sua capacidade de aprender. Além de ferramentar meus alunos para o aprendizado é minha missão motivar e fazer com que confiem no seu potencial pois,  acredito , vibro com cada etapa vencida e me orgulho de seus esforços e persistência.

Todos nós nos expressamos e possuímos diferentes habilidades e o conjunto dessas particularidades é essencial para uma sociedade. Cada um é único e especial à sua maneira, o importante é que seja dada a oportunidade para que cada aluno desenvolva o máximo de sua capacidade. Cabe a nós professores contribuirmos para que nossos alunos se sintam confiantes e livres para se expressarem.

Como está sendo desenvolvido esse projeto em sala de aula?

Na  semana passada nossos alunos assistiram o vídeo da história em inglês, discutimos a lição tirada do livro e então os alunos foram inspirados a contribuir para o projeto deixando sua marca. Algumas turmas receberam material para em conjunto se expressarem livremente a partir de pequenos pontos. Com outras turmas, aproveitamos a celebração do dia da pátria para juntar todos os dots (pontos) individuais, foram mais de 100 trabalhos,  montando a bandeira do Brasil. Nessa semana faremos um vídeo para enviar para a galeria e escola parceira nos EUA mostrando todos os trabalhos desenvolvidos.

Além de tudo isso, temos também agendada para a próxima semana, dia 18/09/17 , uma vídeo conferência com a turma  do Alaska para fecharmos esse projeto.

 

Como ensinar crianças de forma lúdica sobre o funcionamento do cérebro e fortalecer o controle emocional

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Entender o que acontece no cérebro pode ser o primeiro passo para que as crianças aprendam o poder de fazer escolhas. O conhecimento pode ser igualmente poderoso para pais e educadores. Fazer com que as crianças compreendam o que acontece no seu cérebro é importante, assim como  saber como funciona o cérebro abre um novo canal de comunicação e ajuda no momento que as crianças precisarem.

Às vezes, o cérebro pode ficar sobrecarregado com sentimentos de medo, tristeza ou raiva, e quando isso acontece, pode ser confuso para as crianças. É útil que as crianças consigam expressar suas experiências emocionais de forma que outras pessoas possam entender.

Como então iniciar essa conversa com a criança, de maneira divertida e simples para mantê-la envolvida?

Apresente a Casa do Cérebro: o andar de cima e o de baixo

Explique que o seu cérebro é como uma casa, com andar superior e inferior. Esta ideia vem do Dr. Dan Siegel e o livro de Tina Payne Bryson: The Whole Brain Child e é uma maneira simples de ajudar as crianças a pensar sobre o que está acontecendo dentro de sua cabeça. Conte histórias sobre os personagens que vivem no andar de cima, e os que vivem no andar de baixo. Na verdade eles são as funções do neocórtex (nosso cérebro pensante: o andar de cima), e o sistema límbico (o cérebro do sentimento: o andar de baixo).

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A casa do cérebro

Quem vive no andar de cima e quem vive no de baixo?

Normalmente, os personagens de cima são pensadores, solucionadores de problemas, planejadores, reguladores de emoção, criativos, flexíveis e tipos empáticos, que nomearemos de: Carl Calmo, Peter solucionador,   Craig Criativo e Felix flexível.

Os moradores do andar de baixo são os sensíveis. Eles estão bastante focados em nos manter seguros e fazer com que nossas necessidades sejam atendidas. Nosso instinto de sobrevivência se origina daqui. Esses personagens ficam atentos ao perigo, soam o alarme e se certificam de que estamos prontos para lutar, correr ou se esconder quando somos confrontados com uma ameaça. No andar de baixo temos personagens como Allie Alerta, Assustado Fred e Betsy mandona.

Realmente não importa como você vai chamá-los, desde que você e seu filho saibam de quem (e o que) está falando. Você pode inventar seus próprios nomes encontrando o formato ideal para partilhar as funções cerebrais.

Abrindo a tampa: Quando a parte de baixo toma conta

No filme Divertidamente o personagem “raiva” ilustra bem esse momento quando no desenho a parte de cima da sua cabeça “explode” e ele passa a controlar o cérebro, tomando decisões precipitadas e intempestivas. No filme ele faz Ridley ficar brava o tempo todo e fugir de casa sem pensar nas consequências.

Nossos cérebros funcionam melhor quando o andar de cima e o debaixo trabalham juntos. Imagine que as escadas que ligam a parte de cima e  a debaixo estão muito ocupadas com personagens levando mensagens para cima e para baixo um para o outro. Isto é o que nos ajuda a fazer boas escolhas,  amigos, conviver com outras pessoas, nos acalmar e nos livrar de situações complicadas.

Às vezes, no andar de baixo do cérebro, Alerta Allie vê algum perigo, Fred assustado entra em pânico e antes de entendermos o que está acontecendo Betsy Mandona já soou o alarme dizendo para seu corpo se preparar para o perigo. Betsy é uma companheira mandona, e ela grita: “O cérebro de baixo está assumindo agora. o time do andar de cima poderá funcionar corretamente novamente, quando estivermos fora de perigo. O cérebro do andar de baixo então explode a tampa ou chuta o balde (Flipping our lids, frase de Dan Siegel) sobre o cérebro do andar de cima. Isto significa que as escadas que normalmente permitem que o andar superior e inferior trabalhem juntos já não estão  mais conectadas.

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 Explodindo a tampa

Às vezes, explodir a tampa é a coisa mais segura a fazer.Quando todo mundo na casa do cérebro está fazendo barulho, é difícil para qualquer um ser ouvido. Betsy está tentando manter o cérebro de cima quieto para que os  do andar de baixo possam preparar nosso corpo para o perigo. Ela pode sinalizar para outras partes do nosso corpo que precisam ficar alertas (ou desligar). Ela pode fazer o coração bater mais rápido para que possamos correr muito rápido, ou preparar nossos músculos para lutar duramente. Ela também pode dizer para as partes do nosso corpo ficarem paradas para que possamos nos esconder do perigo. Betsy está fazendo isso para nos manter seguros.

Peça ao seu filho para imaginar quando essas reações seriam as mais seguras, use exemplos de coisas que não iriam realmente acontecer (para que as crianças possam imaginar de uma forma lúdica, sem ficarem assustadas com elas). Por exemplo, o que o cérebro do andar de baixo faria se você encontrasse um dinossauro no parque infantil? Ou você pode assistir o filme divertidamente com a criança e perguntar: O que acontece quando o assustado e o raiva tomam o controle do cérebro?

Pode acontecer com qualquer um

Pense em alguns exemplos para compartilhar com a criança sobre como todos nós podemos “explodir nossas tampas”em determinado momento. Escolha exemplos que não são muito estressantes, para que as crianças não se sintam muito ansiosas com a possibilidade de acontecer com elas.

Aqui está um exemplo que pode ser usado: Lembra quando mamãe não conseguia encontrar as chaves do carro e já estávamos atrasados para a escola? Lembra-se como eu ficava olhando no mesmo lugar mais de uma vez? Isso ocorreu porque o cérebro do andar de baixo tinha assumido o controle e eu e a parte de cima do meu cérebro não estávamos pensando direito.

Quando a parte de baixo entende tudo errado

Pode haver momentos em que nossas tampas são retiradas, mas realmente ainda precisamos do time  do andar de cima como o Peter solucionador, e Carl Calmo para nos ajudar.

Todos nós passamos por momentos assim, mas é bem mais frequente acontecer com as crianças. No cérebro das crianças, Betsy mandona pode se precipitar e pressionar o botão de pânico para acionar choro e birra sobre coisas muito pequenas e isso é porque a parte de cima do cérebro de seu filho ainda está sendo construída. Na verdade, ela não será concluída até os vinte anos. Para que as as crianças entendam que seus cérebros ainda estão em formação e aprendendo com a experiência, faça a seguinte pergunta à criança: Você já viu o seu pai ou sua mãe no chão do supermercado gritando que querem chocolates?

Eles muitas vezes riem e é bom porque isso significa que estão aprendendo de uma forma divertida e leve. Diga a eles que apesar dos pais gostarem de chocolate, tanto quanto as crianças, os adultos têm praticado ficar calmo com o Carl Calmo e Peter Solucionador e trabalhar em conjunto com Betsy mandona, impedindo que ela soe o alarme de perigo sem necessidade. Enfatize que é necessário que eles também pratiquem manter a calma e o controle das emoções.

Em última análise, trata-se de habilitar as crianças a aprender formas funcionais de gerir sentimentos fortes, e conversar sobre as coisas que deram errado.

Uma nova linguagem para o controle emocional

Assim que definir todos os personagens da casa do cérebro, você tem uma linguagem comum que pode usar para ajudar as crianças a administrar suas emoções. Por exemplo, você pode dizer : -Parece que Betsy mandona está se preparando para soar o alarme, que tal ver se Carl Calmo pode ajudá-la a se acalmar respirando profundamente?

A linguagem da casa cérebro também permite que as crianças conversem livremente sobre seus próprios erros, sem julgamentos de forma lúdica, como se estivessem se vendo de fora (psicólogos chamam isso de exteriorização). Imagine o quanto pode ser difícil para a criança dizer “eu bati na Jenny hoje na escola ” em vez disso ela pode exteriorizar que Betsy mandona realmente explodiu a tampa hoje. Alguns pais podem temer que estão dando às crianças um passe livre, culpando Betsy por seu mau comportamento, mas o que se trata é permitir que as crianças aprendam formas efetivas de administrar suas emoções mais fortes e conversar sobre seus sentimentos e atitudes.

Se as crianças se sentem a vontade para falar sobre seus erros com você, então você tem a oportunidade de participar do entendimento do andar de cima do cérebro delas  e resolver problemas em conjunto. Isso não significa que elas vão escapar das consequências ou fugir da responsabilidade, mas que você pode fazer perguntas como : – Você acha que existe alguma coisa que pudesse fazer para ajudar Betsy  a manter a tampa fechada?

Saber sobre a casa do cérebro também ajuda pais e educadores a lidar com situações como quando a criança é inundada pelo medo, raiva ou tristeza. Você já disse para uma criança se acalmar quando elas estão naquele momento onde explodiram sua tampa? Sabendo sobre a casa cérebro, você entende que Calmo Carl não pode fazer muito para ajudar até que a tampa esteja de volta no lugar. Seu filho pode ter ido além do ponto onde ele pode ajudar a si próprio a se acalmar. Às vezes, os pais (professores ou cuidadores) devem ajudar as crianças a colocar suas tampas de volta, e podemos fazer isso com empatia, paciência e muitas vezes nós mesmos também necessitamos de respirar profundamente!

Não espere mudar todos os personagens da casa cérebro rápido demais, essa mudança leva tempo, assim como aprender sobre cérebros. Comece a conversa e volte nela várias vezes.

Você pode encontrar outras maneiras criativas para explorar a casa do cérebro com o seu filho ou aluno, torne divertido, animado, e as crianças nem vão perceber que estão aprendendo os fundamentos da inteligência emocional.

http://www.mindful.org/how-to-teach-your-kids-about-the-brain/

Projeto internacional novo com alunos dos EUA

Estamos muito animados com o novo projeto de 2017!
Vamos trocar  vídeos com alunos dos Estados Unidos de vários estados  como Pensilvânia, Missouri e Nova Jérsey.

Já fizemos nosso primeiro vídeo, veja abaixo o primeiro vídeo e os tópicos dos próximos vídeos que vamos produzir e receber dos alunos estrangeiros:

Video 1. As crianças se apresentam
Vídeo 2. Os alunos introduzem a sala de aula e a sua escola
Vídeo 3. Estudantes falam sobre famílias e animais de estimação
Vídeo 4. Ensine-nos sobre sua cidade e país
5. Vamos desenvolver um projeto juntos?
Esta é uma sugestão para colaborar e desenvolver algo juntos, estamos abertos a sugestões dos alunos estrangeiros ou podemos fazer um livro colaborativo, vídeo ou mesmo trocar uma caixa presente por correio regular com coisas que são típicas de cada país, como bandeiras, cartas postais, etc

Saudações,

Renata Madureira

A Alegria de aprender norteia política educacional modelo de pequeno país da Europa

Na Finlândia, cujo sistema escolar está no topo do ranking da Europa nos últimos 16 anos, se argumenta que a base para um bom desempenho escolar começa muito antes das crianças entrarem na escola formal, isto é, enquanto os seus futuros alunos ainda estão nas fraldas. Um dos objetivos da educação finlandesa é garantir que as crianças estejam felizes e sejam responsáveis.

A ideia central da educação na Finlândia é a alfabetização tardia. Nas creches finlandesas, a ênfase não está na matemática, leitura ou escrita (as crianças não recebem nenhuma instrução formal até os sete, quando vão para a escola primária), mas nas brincadeiras criativas. Isso pode surpreender os pais que vêem a educação como uma corrida competitiva. Na Finlândia os pais são mais relaxados: Segundo Tina Marjoniemi, diretora de uma creche finlandesa, eles acreditam que as crianças menores de sete anos não estão prontas para começar a escola, elas precisam de tempo para brincar e ser fisicamente ativas. É uma fase para a criatividade.

O principal objetivo da educação pré-escolar não é explicitamente “educação” no sentido formal, mas a promoção da saúde e bem-estar de cada criança. A creche deve ajudá-las a desenvolver bons hábitos sociais: aprender a fazer amigos, respeitar os outros e vestir-se sozinho por exemplo. Orientações oficiais também enfatizam a importância na pré-escola da “alegria de aprender” e enriquecimento da comunicação e linguagem.

Há ênfase na atividade física (pelo menos 90 minutos de jogo ao ar livre por dia). “O Jardim de infância na Finlândia não se concentra em preparar as crianças para a escola academicamente”, diz o especialista educativo finlandês Pasi Sahlberg. “Ao contrário, o objetivo principal é certificar-se de que as crianças são indivíduos felizes e responsáveis.”

Brincar é essencial no aprendizado infantil, as crianças aprendem brincando, mas o brincar não é livre e sim direcionado e com objetivo. A brincadeira  é um negócio sério, pelo menos para os professores, porque dá às crianças habilidades vitais para aprender. A exemplo disso uma creche em Franzenia tem 44 funcionários que trabalham com crianças, das quais 16 são professores de jardim de infância (cada um com graduação de três anos), e 28 enfermeiros de viveiro (com qualificação profissional de dois anos). A relação é de 1 para cada  4 crianças (para menores de três anos) e 1 para 7 (para as crianças mais velhas). Grande cuidado é tomado para planejar não apenas os tipos de brincadeira – É  uma mistura de “brincadeira livre” e brincadeira dirigida pelo professor, mas também para avaliar como as crianças brincam. O desenvolvimento das crianças é constantemente avaliado. “Não é apenas brincar livremente, mas aprender através da brincadeira”, diz Marjoniemi.

Brincar nesta fase do desenvolvimento da criança pode iniciá-la no processo de aprendizagem, diz David Whitebread, diretor do Centro de Pesquisa sobre Brincadeira na Educação, Desenvolvimento e Aprendizagem na Universidade de Cambridge. Uma vez envolvido em uma tarefa que eles gostam, seja dramatizando uma história ou na construção de um prédio de legos, as crianças são motivadas a aperfeiçoar e melhorar constantemente sua atividade, crescendo com o desafio. “Do ponto de vista psicológico, a brincadeira pode ajudar as crianças a se tornarem aprendizes poderosos”, diz ele.

A brincadeira cuidadosamente planejada ajuda a desenvolver habilidade como a capacidade de atenção, perseverança, concentração e resolução de problemas, que aos quatro anos são valorosos pressupostos de sucesso acadêmico mais importantes do que a idade na qual uma criança aprende a ler, diz Whitebread. Há evidências de que a aprendizagem baseada em brincadeiras qualitativas nos primeiros anos não só enriquece o desenvolvimento educacional, mas aumenta o sucesso de crianças menos favorecidas que não possuem o capital cultural daquelas de famílias ricas. Segundo Whitebread: “Quanto melhor a qualidade da pré-escola, melhores serão os resultados, emocionalmente, socialmente e em termos de desempenho acadêmico.”

Fundamentalmente os cuidados nos primeiros anos na Finlândia são desenvolvidos e custeados para garantir alta qualidade: toda criança tem o direito legal de pre-escola de alta qualidade. Em Franzenia, como em todas as creches, há crianças de diferentes origens. As mensalidades, subsidiados pelo Estado, são limitadas a um máximo de € 290 (£ 250) por mês (gratuito para pessoas com baixos rendimentos) por cinco dias, 40 horas de cuidados por semana. Cerca de 40% das crianças de 1-3 anos estão em creches e 75% das crianças de 3-5 anos. A pré-escola opcional aos seis anos de idade tem um índice de  98% de acolhimento. Inicialmente prevista na década de 70 como uma forma de trazer as mães de volta para o trabalho, segundo  Marjoniemi a creche também se tornou um aprendizado vitalício em como preparar crianças pequenas.

O tempo gasto na pré-escola, com ênfase na brincadeira e socialização, são os anos mais importantes, diz Jaakko Salo, assessor especial do OAJ, o sindicato dos professores finlandeses. A educação finlandesa sofre os maiores cortes financeiros na sua história, com a perda de € 2 bilhões, ou 8%, do seu orçamento, mas primeiros anos e as escolas primárias – o alicerce do sistema e o ponto onde as habilidades de aprendizagem podem ser mais incorporadas com sucesso – foram relativamente protegidas, de acordo com o OAJ.

A Creche não é o único fator que sustenta o sucesso acadêmico. Conectada com a missão educativa da Finlândia  está a ideia de que a igualdade é vital para o sucesso econômico e bem-estar social, bem como a crença de que uma nação pequena,  dependente da criatividade, ingenuidade e solidariedade para competir na economia global, não pode arcar com a desigualdade ou segregação na educação ou saúde. Por detrás da sua classificação educacional estrelar está um sistema de segurança social e de saúde pública abrangente que garante uma das mais baixas taxas de pobreza infantil na Europa, e alguns dos mais altos níveis de bem-estar. Gunilla Holm, professor de educação na Universidade de Helsinki, diz: “O objetivo é que todos nós devemos progredir juntos.”

Como funciona
O sucesso do sistema escolar global da Finlândia é uma história bem propagada. Na virada do século, para surpresa dos finlandeses e do resto do mundo, ela emergiu como líder global em educação. Testes Pisa (Programa Internacional de avaliação de alunos) revelaram que os alunos finlandeses produziram alguns das maiores pontuações do mundo em matemática, ciências e leitura. Nos três relatórios subsequentes, o último em 2012, o desempenho do país caiu um pouco, mas continua a ser o mais bem classificado na Europa.

Seu sucesso veio sob um sistema construído que vai contra as tendências de ensino adotadas nos anos 1980 e 90 por países desenvolvidos. Na Finlândia, as crianças não iniciam o aprendizado acadêmico até que tenham sete anos. Impulsionado por um compromisso com a igualdade (tanto moral como no plano económico), que proíbe a seleção escolar, exames formais (até a idade de 18) e distribuição pela capacidade. Competição, escolha, privatização e tabelas classificativas não existem. “Ensinar para o teste” é um conceito estranho. Escolas de gramática, atual obsessão do governo do Reino Unido, foram abolidas décadas atrás. Refeições escolares gratuitas, provisoriamente aprovados para os alunos mais jovens só no Reino Unido, são amplamente fornecidas.

Elementos de escolaridade que causam mais ansiedade nos pais : o meu filho vai entrar em uma “boa escola”, entrar num selecionado grupo no topo escolar ou se vão conseguir uma boa pontuação SATs ( exame semelhante ao Exame Nacional do Ensino Médio brasileiro)  estão ausentes na Finlândia. As diferenças nos resultados educacionais entre as escolas na maioria das áreas são relativamente triviais, ou seja, os pais raramente enviam seus filhos mais longe do que a escola local. Os alunos geralmente são mais felizes também: uma abordagem de qualidade e  não  quantidade significa que os horários escolares são mais curtos e deveres de casa são leves. Tutoria depois da escola é raro. crianças finlandesas são mais felizes e menos estressadas do que seus contemporâneos britânicos.

A medida que a política educacional do Reino Unido se torna mais estreita e centralizada, na Finlândia dá-se mais poder a professores e alunos para desenvolver um aprendizado direto. Os professores são bem pagos e bem treinados ( devem completar graduação de cinco anos), respeitados pelos pais e valorizados por políticos. Não há nenhuma inspeção externa de escolas e professores, mas um sistema de auto-avaliação, sua política educacional é fortemente baseada na pesquisa.

Devido as últimas pontuações nos testes Pisa, mudanças curriculares nacionais foram introduzidas este ano: mais tempo dedicados à arte e artesanato. A criatividade é a palavra de ordem,  competências essenciais incluem “aprender a aprender”, multiliteracidade, competências digitais e empreendedorismo. No coração do novo currículo, o Conselho Nacional de Educação diz descaradamente, é a “alegria de aprender.”

 

Fonte em inglês:https://www.theguardian.com/education/2016/sep/20/grammar-schools-play-europe-top-education-system-finland-daycare

Não existe um método único que atenda com eficiência todas as faixas etárias no ensino de idiomas

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O maior erro no ensino de idiomas nos dias de hoje é acreditar que existe um método único que pode ser aplicado para todos. Uma metodologia que foi criada para adultos, quando é adaptada para crianças e adolescentes com simples objetivo de abarcar uma fatia maior do mercado além de não  desenvolver o pleno potencial de crianças e adolescentes também desestimula.  Alunos com características diferentes devem ser ensinados de maneiras diferentes.

Adultos normalmente têm mais dificuldade e menos tempo para a aquisição de um novo idioma e, diversos cursos foram criados com o objetivo de atender essa necessidade de aproveitamento rápido, sem que houvesse uma preocupação de ensinar a língua de forma mais abrangente e completa. Esses cursos rápidos não ensinam gramática e focam essencialmente em técnicas de memorização de palavras e frases traduzindo do português para o inglês.

Apesar de atender à necessidade de adultos que não precisam da fluência completa do idioma, e se contentam em aprender superficialmente, a adaptação desses métodos para crianças e adolescentes não é ideal. Essas adaptações são especialmente desaconselháveis para o ensino de inglês para crianças.

O ensino de inglês para crianças requer utilização de técnicas específicas e adequadas a essa faixa etária. A infância é a melhor fase para aprender uma língua estrangeira e por isso, não devemos desperdiçar a possibilidade de desenvolver de forma completa habilidades naturais das crianças, utilizando uma metodologia que não compreende suas necessidades específicas.

Para aproveitar as potencialidades  dessa fase rica e produtiva onde o cérebro está bastante elástico, o professor deve falar somente inglês . Nessa fase as crianças não precisam de “muletas” que é usar o método tradução português/inglês. Elas são mais capazes do que se imagina e cabe ao professor explorar esse potencial.

Diferente do ensino para adolescentes,  para crianças não há o enfoque na gramática, mas não se engane, a gramática é importante sim, mas com crianças ela deve ser introduzida de forma diferenciada e  continuamente reforçada através de jogos, brincadeiras e atividades lúdicas. 

Crianças perdem o interesse rapidamente e não conseguem manter a motivação quando apresentadas a métodos que se utilizam de tarefas repetitivas e monótonas, mas se estimuladas da forma correta se transformam em alunos entusiasmados e ativos.

O aprendizado do vocabulário  é necessário mas a forma como ele é apresentado não pode ser descontextualizada, fazendo com que o aluno apenas decore palavras por repetição e memorização e não por interação. Brincadeiras, jogos e outras atividades que permitam à criança interagir com os colegas no idioma de forma descontraída são de extrema importância e favorece a produção espontânea das crianças.

Enfim, crianças e adolescentes não conseguem ver a necessidade do aprendizado pois pensam a curto prazo, portanto é preciso integrar a prática para que possam visualizar seu significado e propósito. Hoje em dia as possibilidades de integrar nosso aluno com o mundo são infinitas e nós professores de língua estrangeira devemos usar todos os recursos disponíveis pois o cursinho de inglês deixou de ser uma aula baseada apenas em recursos audiovisuais. É necessário preparar nosso aluno para interagir de verdade. O uso eficiente de tecnologia em sala propicia sair da rigidez das metodologias aplicadas e “pensar fora da caixa” criando e aproveitando o máximo de recursos para enriquecer nossas aulas.

Por que o príncipe William se agacha sempre que fala com o filho?

É uma técnica de educação, chamada de ‘escuta ativa’, e permite compreender as birras das crianças

A imprensa inglesa, sempre em alerta para os movimentos de sua casa real, raramente deixa escapar algum detalhe. O último que lhe chamou a atenção é por que o príncipe William, da Inglaterra, está de cócoras na grande maioria das fotos em que aparece falando com seu filho, o príncipe George. Nesta posição o vimos no batismo de sua filha mais nova, Charlotte, em um jogo beneficente de pólo e até ao lado do presidente Barack Obama, durante sua visita ao palácio de Kensington. Em um vídeo que se tornou viral nas redes sociais, vê-se como a avó dele, a rainha Elizabeth II, lhe chama a atenção por romper o protocolo durante o desfile aéreo da RAF (Royal Air force), realizado na passagem dos 90 anos da monarca, em junho: “Stand up, William” (Fique de pé, William), disse-lhe, com cara de poucos amigos. William estava fazendo aquilo de novo: havia ficado na altura do menino e, olhando-o nos olhos, respondia a todas as suas perguntas sobre as acrobacias dos aviões, sem pressa e sem se importar que o restante da família já estivesse em pé. Ele não queria dirigir-se ao filho de uma posição superior. Não é nada novo: trata-se de uma técnica de criação denominadaEscuta Ativa, um jeito respeitoso de tratar as crianças, para que se sintam realmente ouvidas. A pedagoga Leticia Garcés Larrea a define como “uma forma de comunicação entre os membros da família que vai permitir desenvolver a empatia e ao mesmo tempo proteger os vínculos afetivos”.

Concentre-se e olhe nos olhos de seu filho

A primeira vez que se fez alusão ao conceito de “escuta ativa” foi em 1957 pelos psicólogos norte-americanos Carl Rogers e Richard E. Farson e, mais à frente, o também psicólogo Thomas Gordon escreveu o manual para aplicá-lo: Parent Effectiveness Training (técnicas eficazes para os pais). Para a psicóloga e psicoterapeuta Isabel Fuster, mais que uma técnica é uma postura diante da vida, uma forma de escutar as pessoas, de nos colocarmos em seu lugar: “Entre adultos esta comunicação parece mais simples (embora nem sempre sejamos tão empáticos como deveríamos), mas ao tratar com crianças nos deparamos com a dificuldade de que o pequeno não entende o mundo dos mais velhos, cujo principal meio de comunicação é o discurso falado. Até aproximadamente os 12 anos, ele se encontra em um mundo sensorial e perceptivo diferente do nosso.”

O duque de Cambridge e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, agachados para falar com o príncipe George.
O duque de Cambridge e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, agachados para falar com o príncipe George. GETTY

A prova mais evidente de que estamos escutando-o é o contato visual. Para isso, é preciso se colocar à altura de seus olhos porque a criança se sentirá mais próxima dos pais, além de isso ajudá-la a empatizar com eles e a lhe transmitir calma e serenidade. O que os especialistas destacam é o aspecto emocional desta comunicação: escutar é saber o que a criança sente, não só o que diz.

“Não quero ir à escola porque não sei fazer os exercícios”

Garcés conta como os pais, “muitas vezes, mais que educar, pretendem obter uma obediência imediata e conveniente: ‘não faça barulho porque isso me incomoda’ ou ‘não fique se mexendo que fico nervosa’. Esta necessidade faz com que não cheguemos a analisar o que realmente acontece a nosso filho para encontrar o motivo de seu acesso de raiva. Por que não quer ir à escola? Por que esperneia e chora ao ter de ir embora da festa de aniversário? Se praticamos a escuta ativa talvez descubramos que a criança tem medo de enfrentar um exame para o qual não estudou o suficiente ou que não podia explicar com palavras que não queria sair da festa sem despedir-se de seu melhor amigo”.

“Por trás de seu mau comportamento se esconde uma emoção, e uma criança necessita que os pais possam identificar o que é. Se uma criança está quebrando coisas, batendo ou insultando, algo está se passando com ela: está buscando uma solução através de sua ação. Se a ameaçamos ou castigamos antes de compreendê-la, talvez faça o que queremos, mas de um jeito manipulado com o qual aprenderá a ter medo em vez de descobrir o que se passa consigo e como solucionar isso. Uma criança de 4 ou 5 anos não entende ainda as leis da responsabilidade nem tem um pensamento reflexivo, por isso voltará a repetir seus comportamentos”, pondera a psicóloga Isabel Fuster.

Seu mau comportamento com você não é algo pessoal

O psicólogo norte-americano especialista em adolescentes e autor de 10 Days to a Less Defiant Child (10 dias para uma criança menos contestadora), Jeffrey Bernstein, explica em seu blog da revista especializada Psychology Today que os pais não devem levar nada para o lado pessoal, sobretudo dos adolescentes ou pré-adolescentes. Para o especialista, os adultos tendem a contestá-los e se enfrentar verbalmente com eles como se estivessem se justificando, sem se dar conta de que o jovem está lutando contra seus próprios problemas, que não são os nossos.

Um dos exemplos com os quais ilustra seu argumento é o seguinte: um pai de um filho problemático de 12 anos passava os dias lhe perguntando infrutiferamente o que havia com ele, por que tinha aquele comportamento, até que decidiu mudar o discurso: “Por favor, filho, preciso entender o motivo por que você está sempre tão zangado”. Esta pequena mudança deixou as portas abertas para que o filho refletisse sobre isso. Pouco depois, conta Bernstein, começou a se abrir e a compartilhar seus pensamentos.

“Uma educação condicionante que modifica condutas, provocando o medo ao castigo, às ameaças, aos gritos ou às comparações entre irmãos (‘olha que grande está o seu irmão porque comeu tudo, e você, não…’), não produzirá hábitos que permitam desenvolver uma vontade com a qual a criança aprenda a se impor seus próprios limites”, afirma Garcés. Ir logo para a cama ou escovar os dentes podem ser regras que a aborreçam e que simplesmente se negue a cumprir. Mas as frases ameaçadoras, como “se você não escova os dentes eles vão cair”, vão gravar em seu cérebro o estado alterado dos pais e, de modo algum, a necessidade de uma higiene correta. Fuster insiste em como é importante não ceder diante do castigo, por mais que a sua vida não seja tão relaxada como a do príncipe e os nervos aflorem com mais naturalidade. “Se ao filho custa muito escovar os dentes, melhor é pegá-lo nos braços e dizer-lhe com um sorriso: ‘compreendo que seja difícil para você, mas é preciso, querido’”, diz.

“A escuta ativa não está livre de pôr limites à criança. Às vezes isso custa, mas é necessário que a criança se frustre, ou se transformará em um tirano (Isabel Fuster, psicóloga)

Isto não é o paraíso

Não se deve confundir esta técnica com um modelo sem limites que transforme a criança em um tirano egocêntrico. Mas, a escuta ativa é compatível com a disciplina? O que acontece se os pais confundem esse tipo de comunicação respeitosa e assertiva com a permissividade mais absoluta, com dar-lhes tudo o que quiserem? Isabel Fuster tem isso claro: “O amor não é sinônimo de fraqueza, nem estabelecer limites é sinônimo de dureza. É preciso estabelecê-los, embora às vezes isso nos custe. Cada casa deve ter valores e os pais devem fazer com que sejam cumpridos, a partir do amor. Evidentemente, a criança se irritará diante das negativas ou obrigações, mas é normal, tem que frustrar-se. Se não tivesse frustrações seria um tirano”, recomenda Fuster. Garcés concorda: “Precisamente, para uma família muito permissiva é mais complicado praticar a escuta ativa. Os limites são necessários, a questão é como os colocamos: são para nos ajudar, não para que se tornem uma imposição”.

O resultado: adultos mais seguros de si mesmos

A rainha da Inglaterra, Elizabeth II, repreende o neto, o duque de Cambridge, por não cumprir o protocolo. Ele somente tentava educar seu filho na força emocional.
A rainha da Inglaterra, Elizabeth II, repreende o neto, o duque de Cambridge, por não cumprir o protocolo. Ele somente tentava educar seu filho na força emocional. GETTY

E que tipo de adulto será uma criança criada sob a batuta da escuta ativa? “É como se ela gravasse um modelo de comunicação que lhe dissesse: ‘Assim é como você deve ser tratada pelas demais pessoas’, o que pode chegar a ser uma proteção diante de todo tipo de assédio, já que será mais fácil para ela identificar que o tratamento que está recebendo não é o que merece, e assim o rejeitará”, indica a pedagoga.

Pelo contrário, quando uma criança está familiarizada com os gritos e as ameaças, porque é a maneira de se comunicar que conheceu em casa, fora de casa será mais propensa a consentir com os maus-tratos porque não tem interiorizado nenhum sinal que lhe indique que não pode ser abordada desse jeito. É preciso estar aí e lhe dar a segurança de que necessita para tomar suas decisões. “É uma proteção simbólica e, no dia de amanhã, embora os pais já não estejam com ela, terá essa necessidade suprida”, recorda Fuster. Essa criança, já um adulto, recordará do pai agachado no seu nível, dando-lhe a entender que até ele, seu sagrado progenitor, desce das alturas para tratá-la como merece: em uma igualdade muito real.

http://brasil.elpais.com/brasil/2016/08/23/estilo/1471939634_956060.html

Ser bilíngue pode dobrar suas chances de se recuperar de um AVC

imagesCada vez mais cientistas vêm provando uma lista interminável de  benefícios do bilinguismo. Além das habilidades lingüísticas e sociais adquiridas ao se alternar duas ou mais línguas e culturas, há um conjunto emergente de pesquisa sobre o impacto que o bilinguismo pode ter sobre nossas habilidades cognitivas.

Um novo estudo sugere agora que a prática de falar duas línguas também pode ajudar a proteger o cérebro em caso de um acidente vascular cerebral.

Pesquisadores do Reino Unido e da Índia estudaram mais de 600 pacientes com AVC em Hyderabad, Índia, uma cidade em que vários idiomas são comumente falados e descobriram que aqueles que falavam mais de um idioma tinham o dobro de chance de recuperação em comparação com os que falavam apenas um idioma.

Funções cognitivas como atenção, memória e habilidades visual-espacial foram examinadas. Mesmo depois de levar em conta variáveis como tabagismo, hipertensão arterial, diabetes e idade, os pesquisadores descobriram que 40% dos indivíduos bilíngues recuperaram a função cognitiva normal após um acidente vascular cerebral, em comparação com 20% dos pacientes monolíngues.

Thomas Bak, um professor da Universidade de Edimburgo e um coautor do estudo, explica:O bilinguismo faz as pessoas alternarem de uma língua para outra, por isso, enquanto eles inibem uma língua, eles têm que ativar outra para se comunicar. Essa alternância permite o constante exercício do cérebro, que pode ser um fator que ajuda pacientes a se recuperarem de derrame.

Em trabalhos anteriores pelo mesmo grupo de pesquisadores em 2013 foi descoberto que as pessoas bilíngues que desenvolvem demência tendem a fazê-lo até cinco anos mais tarde do que aquelas que são monolíngues, retardando assim o aparecimento da doença.

No entanto, apesar dos resultados positivos iniciais destes dois estudos, os pesquisadores observam ser necessário ainda determinar as circunstâncias exatas em que o bilinguismo pode ter uma influência positiva sobre as funções mentais.

Leia matéria em inglês: Being bilingual could double your chances of recovering from a stroke

 

O que é “grit”, e por quê isso é tão importante para o sucesso do seu filho?

Angela Lee Duckworth , uma renomada psicóloga e pesquisadora americana aborda em sua palestra entitulada: “Grit, the power of passion and perseverance”, conteúdo e objeto de sua pesquisa: O que faz um aluno ser bem sucedido? Nela ela compartilha conclusões incrivelmente surpreendentes. Leia em poucas palavas os aspectos mais importantes de sua palestra que ainda não foi traduzida para o português.

A pesquisadora , que foi professora no início de sua carreira profissional, começou a perceber que os s alunos que se saiam melhor na sua matéria, não eram necessariamente aqueles que pontuavam com o maior nível de inteligência em testes de QI. Determinada a entender melhor o que acontecia com esses alunos ela se formou psicóloga e pesquisadora nesse assunto. Após diversas análises e observação, ela chegou a conclusão de que em educação a resposta é muito mais psicológica do que motivacional.

Mas se ir bem na escola e na vida depende muito mais do que a capacidade de aprender mais rapidamente ou mais facilmente, será então que a culpa é do professor que não motiva seus alunos o suficiente?  Ou existe uma resposta para essa pergunta, o que diferencia os alunos bem sucedidos daqueles que desistem ou não vão tão bem?

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Para responder a seguinte pergunta:  Quem é bem sucedido e por quê? seu time de pesquisa decidiu ir até  Academia militar de West Point , lá eles tentaram prever quais cadetes ficariam em treinamento militar e quais iriam desistir. Foram também pesquisar crianças selecionadas para o Concurso Nacional de soletração e tentaram prever quais crianças iriam mais longe na competição.

Além disso, estudaram professores novatos trabalhando em bairros realmente difíceis, para descobrir quais professores ainda estariam dando aulas ao final do ano escolar, e desses, quais seriam mais eficazes em melhorar os resultados de aprendizagem de seus alunos. Fizeram também parcerias com empresas privadas e pesquisaram quais vendedores conseguiriam  se manter no emprego  e quais ganhariam mais dinheiro.

E em todos estes  diferentes contextos, uma característica se destacou como um importante fator de indicativo de sucesso. E não foi a inteligência social, nível econômico, nem boa aparência, saúde física, ou QI. Foi “grit”.

Mas o que é exatamente, o que quer dizer essa palavra inglesa chamada Grit?

Grit é a paixão e perseverança em metas de longo prazo. Grit é ter resistência. Grit é não desistir do seu futuro todos os dias, não apenas uma semana, e não apenas um mês, mas durante anos, e trabalhando duro para tornar real esse futuro. Grit é viver a vida como ela é:uma maratona, não uma pequena corrida.

A pesquisadora começou então a estudar esse fator grit nas escolas públicas de Chicago. Fez questionários e analisou milhares de calouros de ensino médio  e esperou em torno de mais de um ano para ver quem iria se formar. O resultado demonstrou que as crianças mais determinadas foram significativamente mais propensas a se formar. Mesmo que os pesquisadores tenham separados esses alunos de acordo com determinadas características tais como renda familiar, média de nota nos testes e até  mesmo o grau de segurança  que as crianças sentiam quando estavam na escola.

A determinação foi um fator essencial não apenas em West Point ou na competição Nacional de soletração, mas também em escolas com alto risco de evasão.

Ao final  Angela encerra sua palestra admitindo que a ciência ainda está engatinhando nas pesquisa em determinar como conseguir construir grit em nossas crianças, ou como fazer para lhes ensinar uma ética de trabalho sólida ou mesmo mantê-los motivados a longo prazo. Ela afirma que talento não nos torna determinados pois dados mostram muito claramente que há muitas pessoas talentosas que simplesmente não persistem nos seus compromissos. Na verdade, grit independe ou pode até estar inversamente relacionada com o grau de talento.

Porém ela também afirma que a melhor ideia sobre a construção de grit em crianças é algo chamada “growth mindset.”, isto é, mentalidade de crescimento. Mentalidade de crescimento é   uma ideia desenvolvida na Universidade de Stanford por Carol Dweck: é a crença de que a capacidade de aprender não é rígida, ou seja, pode ser modificada através do seu esforço. Dweck mostrou que quando os alunos leem e aprendem sobre o cérebro e como ele muda e cresce em resposta a desafios, eles são muito mais propensos a perseverar quando falham, isso se dá porque passam a entender que o fracasso não é uma condição permanente.

 

Grit: coragem, determinação, força de caráter

Growth mindset: mentalidade de crescimento

Palestra original em inglês:

Grit: The power of passion and perseverence

Por que o inglês da escola não ensina?

BAIXE EBOOK GRATIS (5)A língua estrangeira faz parte do currículo no Ensino fundamental e Médio em escolas públicas e desde a Educação infantil em escolas particulares, mas dificilmente esses alunos conseguem se comunicar em inglês, por que isso acontece?

Segundo reportagem na revista de educação Nova escola (junho/julho/16), entre as razões para essa ineficiência do ensino de idiomas na escola regular estão a escassez de políticas que valorizem o ensino, a formação docente frágil, a falta de autonomia em relação ao material didático e de contato com a língua falada, além de cargas horárias insuficientes e turmas numerosas.

“Outra questão que atinge não apenas a rede pública, mas também a particular, é a desvalorização da disciplina frente às demais. A visão equivocada de que o componente curricular seja de importância relativa na grade curricular faz com que lhe seja atribuída baixa carga horária e que não haja um contexto favorável para que se desenvolvam as quatro habilidades linguísticas: falar, escutar, escrever e ler, avalia Marília Negrini, coordenadora do departamento de inglês do Dante Alighieri, escola particular de São Paulo”. (revista Educação/março/2013)

Grande parte dos professores graduados no curso de Letras não é proficiente no idioma já que  a graduação não ensina os professores a se comunicarem no idioma que pretendem lecionar.No desenvolvimento de habilidades orais, é essencial que o professor tenha nível avançado, pronúncia correta e conhecimento de expressões cotidianas da língua. As aulas de inglês devem ser ministradas em inglês! Parece óbvio, mas normalmente não é o acontece nas escolas regulares. Além disso os professores devem utilizar estratégias de ensino que envolvam o aluno na prática do idioma.

“Para engajar os alunos, é preciso motivá-los para o uso da língua aqui e agora” Margarete Schallatter. O ensino de inglês deve ir além do livro, ser dinâmico e principalmente enfatizar a oralidade, de nada adianta ter um bom material didático se o professor não souber como utilizar da forma correta, isto é, combinado com outros recursos e estratégias de ensino.

Na International Idiomas utilizamos ferramentas de tecnologia inovadoras e desenvolvemos projetos que propiciam uma maior interação e prática contextualizada do idioma. Desenvolvemos no nosso aluno, a capacidade para lidar com as mais diferentes situações de comunicação. Ele tem a oportunidade de participar de debates e projetos em comum com alunos dos mais diversos países, através de vídeo-conferências informais ou com objetivos definidos. Preparamos um jovem confiante capaz de argumentar, perguntar, responder e   trabalhar colaborativamente.

Nossos alunos participaram  na elaboração de um livro que viaja por 14 países onde somos os únicos representantes do Brasil, desenvolvemos também um projeto denominado Global cooking onde os alunos partilham receitas tradicionais do seu pais, ensinando e aprendendo com mais 12 países, tudo em inglês. E tem mais, nossos alunos também trocam cartas e videoaulas com alunos ao redor do mundo.

Nossos alunos ultrapassam os limites da sala de aula e ao quebrar essas barreiras influenciam  de forma positiva a visão que alunos estrangeiros têm do nosso país. Esses contatos levam nossos alunos à reflexão sobre seu próprio ambiente (cidadania) e ao aprender sobre outras cultura tornam- se um cidadãos do mundo. Nossos projetos inovadores são reconhecidos nacionalmente e internacionalmente. um deles foi premiado pelo Conselho Britânico em 2015.

A parceria de escolas regulares com instituições de idiomas eleva  o nível de aprendizado e cria o ambiente ideal para o desenvolvimento do aluno. A International Idiomas já possui parceria de sucesso com escola regular e desenvolve com excelência esse papel.Contamos com profissionais qualificados, treinamentos e supervisão constante dos professores.

 Gostaria de melhorar o aprendizado da escola do seu filho com uma parceria de sucesso? Me convide para apresentar minha proposta na sua escola e ganhe bolsa com a indicação. Ligue pra mim e ouça minha proposta para sua escola (61 33974361/981030427)

Meus alunos INTERNACIONAIS: aprendendo a respeitar e apreciar culturas diversas

Desenhos de alunos do Vitória Régia
Desenhos de alunos do Vitória Régia

O RESPEITO por opiniões e culturas diferentes é algo que faz parte do projeto pedagógico da INTERNATIONAL Idiomas. Aproximar estudantes  de culturas diversas e trocar informações culturais, ensinando e aprendendo quebra paradigmas.  Nossos projetos nos ajudam a entender e acima de tudo respeitar diferenças, exemplo disso é um vídeo que recebemos da escola parceira Inglesa Ingleton Primary School, no qual as crianças inglesas nos ensinam sobre sua rainha e cultura.

Nossas crianças tiveram uma visão totalmente diferente do que elas imaginavam sobre o que é ter uma rainha, a forma como as crianças inglesas ensinaram, o carinho e admiração doce que elas passaram no vídeo, fez com que nossos alunos não apenas aprendessem sobre a cultura britânica, mas também desenvolvessem postura de respeito e apreciação em sua forma mais pura. Nossos alunos não fizeram julgamento de valor que é tão característico dos adultos, não lhes coube questionar se a monarquia e cultura inglesa é melhor ou pior, certo ou errado.

Quando ao final do vídeo a professora Patrícia pediu que desenhassem o que aprenderam e mais gostaram no vídeo, os alunos simplesmente expressaram em seus desenhos o que sentiram da mesma forma inocente que as crianças de lá se expressaram, seus desenhos infantis são uma maravilhosa demonstração de respeito e acolhimento que deveriam serem copiados também pelos adultos.

Ideologias conflitantes estão dividindo o mundo. As pessoas se agarram às suas opiniões  de forma tão ferrenha que por vezes se esquecem que cada um tem direito a própria opinião e cabe a todos respeitar.

Para combater o preconceito nada melhor do que a informação e a maior aproximação com que é diferente. Em vez de formar opiniões distantes e vazias sobre outras culturas nossas crianças têm a oportunidade de perguntar diretamente  e aprender com outras crianças de forma simples e desconstruída. Assim também ensinam sobre sua forma de ver o mundo e cultura brasileira. Essa rica experiência cultural fará uma enorme diferença no futuro quando vão precisar não apenas entender  a cultura de outros povos, mas sobretudo respeitar aqueles que pensam diferente. Nossos alunos vão apreciar a riqueza e aprendizado que essas diferenças podem trazer para a vida de cada um.

A professora inglesa Katie Harris que nos visitou o ano passado nos enviou esse vídeo pois ela respondeu várias perguntas dos nossos alunos relacionadas à monarquia .Sou muito grata aos nossos parceiros de diversos países por nos proporcionarem não apenas a prática do idioma (INGLÊS), mas também ajudar  nossos alunos a crescer como cidadãos do mundo.